Estive presente na última sessão da Câmara de Vereadores de Cesário Lange (interior de SP), algo que não o fazia há muito tempo, visto que estive distante da cidade por alguns anos, mas de volta notei que as coisas continuam andando da mesma forma. Sim, pelo que notei, as boas vontades e os sonhos permanecem os mesmos, porém desta vez temos menos vozes representativas da população, e mais vozes baseadas em idealizações pessoais.
Imagino que não seja fácil dedicar-se a um cargo político, tem que possuir a paciência de um nobre, e a habilidade de solução de determinadas circunstâncias. Cargo político é para quem gosta de política, não para quem pretende possuir um “salário” bom, aliás não é salário é subsídio. Mas qual a diferença entre salário e subsidio? Salário ganha os empregados registrados, que têm fundo de garantia e demais despesas de uma folha de pagamento; Subsídios possuem as pessoas que estão postas em cargos públicos, no caso políticos, visto que um vereador, prefeito e até mesmo presidente não possuem todos esses benefícios trabalhistas. Mas me pergunto, porque haveria necessidade de ter todos os benefícios trabalhistas? Estas pessoas que ocupam cargos políticos deixaram seus afazeres por alguns meses para se dedicar a uma campanha política, para defender os direitos e as necessidades de um povo, e depois de eleito ele só tem a por em pratica suas idéias e aquilo que a população confiou nele. Ou seja, o político recebe para depois dar em troca, não havendo a necessidade de receber algo a mais.
Feliz o comentário de um parlamentar desta cidade, onde expôs que se pudesse (se os outros aceitassem) extinguiria o subsídio de todos os vereadores de Cesário Lange. Não seria um ato heróico, e tão pouco um ato de campanha, mas sim um ato moral e dentro daquilo que a política representa.
Outros fatos que pude observar, foram as maneiras que tratam os assuntos postos para votação e para deliberação. Um dos exemplos foi a “terceirização” do cemitério. O assunto não é uma novidade para mim, pois há pelo menos três anos atrás ao freqüentar a casa legislativa já se falava deste assunto, e ainda hoje nada decidido, aliás, agora sim decidido, resolveram terceirizar os mortos, e o pior é que existe uma cota de mortos sem condição financeira, só podem falecer 10% de pessoas sem condições, o restante terá que pagar para ocupar um lugar no cemitério, pelo menos sem as emendas feitas foi isso que ficou decidido. E mais ainda, as emendas feitas são mais detalhes no projeto-lei que definem melhor o aspecto desta terceirização, não iria aumentar os trâmites em lugar algum, apenas deixaria mais claro a forma que a empresa que ficará responsável pelo cemitério novo, deverá tratar o assunto diante da população. Mas chegaram a dizer que as emendas seriam um acréscimo burocrático, e a maioria, não todos votaram contra as emendas e a favor das cotas de mortos. Este um fato ridículo, pois em lugar algum deste país é necessário uma declaração de pobreza, mas o projeto define que para ser “sem condições financeiras” deverá apresentar esta declaração, uma verdadeira falta de respeito com as pessoas, pois acredito que Cesário Lange não seja uma das cidades onde a maioria da população tenha uma boa vida (boa vida seja com escola particular, plano de saúde, casa própria, e um salário digno de viver, não um salário mínimo de sobrevivência que existe no país), e ainda exige-se uma declaração de pobreza, algo humilhante para qualquer cidadão, seja ela de Cesário Lange ou de qualquer lugar do Brasil.
Realmente, esta é uma vergonha para nosso município.
Imagino que não seja fácil dedicar-se a um cargo político, tem que possuir a paciência de um nobre, e a habilidade de solução de determinadas circunstâncias. Cargo político é para quem gosta de política, não para quem pretende possuir um “salário” bom, aliás não é salário é subsídio. Mas qual a diferença entre salário e subsidio? Salário ganha os empregados registrados, que têm fundo de garantia e demais despesas de uma folha de pagamento; Subsídios possuem as pessoas que estão postas em cargos públicos, no caso políticos, visto que um vereador, prefeito e até mesmo presidente não possuem todos esses benefícios trabalhistas. Mas me pergunto, porque haveria necessidade de ter todos os benefícios trabalhistas? Estas pessoas que ocupam cargos políticos deixaram seus afazeres por alguns meses para se dedicar a uma campanha política, para defender os direitos e as necessidades de um povo, e depois de eleito ele só tem a por em pratica suas idéias e aquilo que a população confiou nele. Ou seja, o político recebe para depois dar em troca, não havendo a necessidade de receber algo a mais.
Feliz o comentário de um parlamentar desta cidade, onde expôs que se pudesse (se os outros aceitassem) extinguiria o subsídio de todos os vereadores de Cesário Lange. Não seria um ato heróico, e tão pouco um ato de campanha, mas sim um ato moral e dentro daquilo que a política representa.
Outros fatos que pude observar, foram as maneiras que tratam os assuntos postos para votação e para deliberação. Um dos exemplos foi a “terceirização” do cemitério. O assunto não é uma novidade para mim, pois há pelo menos três anos atrás ao freqüentar a casa legislativa já se falava deste assunto, e ainda hoje nada decidido, aliás, agora sim decidido, resolveram terceirizar os mortos, e o pior é que existe uma cota de mortos sem condição financeira, só podem falecer 10% de pessoas sem condições, o restante terá que pagar para ocupar um lugar no cemitério, pelo menos sem as emendas feitas foi isso que ficou decidido. E mais ainda, as emendas feitas são mais detalhes no projeto-lei que definem melhor o aspecto desta terceirização, não iria aumentar os trâmites em lugar algum, apenas deixaria mais claro a forma que a empresa que ficará responsável pelo cemitério novo, deverá tratar o assunto diante da população. Mas chegaram a dizer que as emendas seriam um acréscimo burocrático, e a maioria, não todos votaram contra as emendas e a favor das cotas de mortos. Este um fato ridículo, pois em lugar algum deste país é necessário uma declaração de pobreza, mas o projeto define que para ser “sem condições financeiras” deverá apresentar esta declaração, uma verdadeira falta de respeito com as pessoas, pois acredito que Cesário Lange não seja uma das cidades onde a maioria da população tenha uma boa vida (boa vida seja com escola particular, plano de saúde, casa própria, e um salário digno de viver, não um salário mínimo de sobrevivência que existe no país), e ainda exige-se uma declaração de pobreza, algo humilhante para qualquer cidadão, seja ela de Cesário Lange ou de qualquer lugar do Brasil.
Realmente, esta é uma vergonha para nosso município.